Vocação: Político

Nas eleições de 2014, comemorarei 40 anos de política. Em 1974 fiz minha primeira campanha como militante na campanha do MDB. Ainda não podia votar e o movimento estudantil apoiava Lisâneas Maciel para Deputado Federal e Délio dos Santos para estadual. Eles eram os candidatos apoiados pelo clandestino PCB e se elegeram com grandes votações.

A vocação: Político

Fui militante voluntário em todas as eleições subsequentes. Depois de formado em engenharia, fazia política no movimento sindical, nos bairros e na área cultural. Em 1982, comemoramos a eleição de Gerson Camata para governador e Paulo Hartung para deputado estadual.

Vinte anos depois, em 1994, disputei minha primeira eleição para deputado federal empolgado com Fernando Henrique Cardoso e o Plano Real. Fiquei como primeiro suplente, mas foi suficiente para concluir que minha vocação para o setor público não seria completa sem que minha participação política fosse até a disputa de mandatos eletivos.

Conheci na política as melhores e as piores pessoas. “Qualidade na Política” foi o slogan da minha primeira campanha, e os dez princípios do manifesto que lancei na época me parecem ainda muito atuais. Prometo voltar a falar deles em outros artigos.

Apesar da desesperança e da enorme crise de credibilidade na política, no sistema tradicional de partidos e eleições, mais do que nunca acredito que a sociedade só se aperfeiçoa através da democracia e da política. O sociólogo Manuel Castells, em entrevista na Folha de São Paulo de segunda-feira, dia 03 de junho, fala que os protestos pela internet e as manifestações que acontecem por todo o mundo contra a crise não bastam para mudar a sociedade. Perguntado sobre os problemas urbanos do Brasil, ele foi objetivo e apontou sem rodeios um caminho que não é desconhecido por nós, mas que ainda não foi trilhado. Suas palavras finais na entrevista foram:

As metrópoles brasileiras têm muito mais dificuldades objetivas, por seus níveis de pobreza, de violência e da força dos interesses especulativos no solo urbano e nas infraestruturas de transporte e de serviços.
Se houvesse um pacto entre partidos e instituições para deixar de lado diferenças partidárias e fazer um projeto de gestão urbana, estou seguro de que seria tecnicamente possível. Hoje, existem recursos e capacidade profissional no Brasil para melhorar a gestão urbana. É preciso vontade política e sentido de serviço ao cidadão( Manuel Castells)

É por essas e outras que pretendo continuar na política.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

This Post Has One Comment

  1. oswaldo oleare

    Ainda bem. Você é um desses homens que valorizam a política. Tem conteúdo, é criativo.
    Pena que o PSDB seja um partido inexpressivo pra sua estatura.

    Aqui em casa votamos em você em qualquer partido que esteja.

    Abração do Oleari e da Lena Mara.

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