Várias iniciativas, inclusive nas ruas

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Construir alternativas ao governo Dilma requer várias iniciativas, inclusive nas ruas

O segundo governo Dilma nasceu morto. Fruto do estelionato eleitoral praticado, resultado da crise que cerca o país, a vida dos cidadãos, o trabalho das empresas, construída pelas políticas ruinosas da presidente e sua equipe e por esconder isso ao longo do tempo, quando as evidências estavam todas presentes.

A corrupção bilionária potencializa a indignação das pessoas que a cada dia veem reveladas novas pontas dessa enorme teia que foi organizada ao longo do governo petista, desde 2003 segundo o representante do Ministério Público Federal na entrevista sobre a 17ª fase da Operação Lava Jato.

A base política dissolveu-se como sonrisal em contato com água. Projetos do governo derrotados, coisas que não queria aprovadas no Congresso Nacional, comissões parlamentares de inquérito abertas. Como não tem projeto fica difícil organizar a base política e quase impossível vislumbrar saída para a crise política.

Tenho discutido aqui no Blog dois momentos, simultâneos e não excludentes, da busca por soluções para o imbróglio que o outrora tão decantado modo petista de governo nos enfiou: ação dos governos estaduais e municipais para construir um ambiente de recuperação econômica e social e a necessidade da oposição construir um novo projeto reformista para o país.

A construção desse projeto reformista exige vários tipos de iniciativas diferentes. Construir um projeto ao mesmo tempo realista e desafiador de desenvolvimento sustentável e inclusivo para o país, que nos permita crescer e melhorar a qualidade de vida de todos; agregar as forças políticas, sociais, econômicas e os cidadãos no entendimento dos desafios a serem superados e o papel de cada um, mas, também, continuamente desconstruir essa narrativa que o governo, o PT e seus aliados mais renitentes (cada vez menos), isso exige a mobilização e pressão dos cidadãos. Demonstrar o seu descontentamento, o seu desagrado, com este governo e sua inação.

Defender, nas ruas, a democracia é parte do poder, das responsabilidades, dos direitos dos cidadãos. Por isso, é importante que no próximo domingo, com espírito alegre, aberto, pacífico e democrático, as pessoas demonstrem, com toda a vitalidade, seu repúdio ao governo Dilma. Mais um passo para a construção da alternativa de desenvolvimento do país.

Até domingo.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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