Tecnologia e desenvolvimento da cidade

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Economia do Conhecimento

A atividade econômica, via de regra, deve ter um tratamento linear do poder público. Em Vitória é assim. Durante o meu segundo mandato de prefeito (2001-2004), no entanto, chegamos à conclusão de que tínhamos que fazer uma exceção. Fizemos a exceção voltada para a área de economia do conhecimento, para empresas de software e internet.

Reduzimos temporariamente a alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) para atrair empresas para a cidade, dando a elas competitividade.

Criamos o incentivo fiscal para as empresas de software por entendermos que era um setor importante o suficiente para o novo paradigma da economia mundial, a economia do conhecimento. Era preciso criar um atrativo especial.

O incentivo fiscal, destaque-se, é a cereja do bolo, não é o bolo. Se não houver atratividade da cidade não adianta dar incentivo fiscal. Se você tiver atratividade estrutural, o incentivo fiscal ajuda a ir mais rápido, ajuda a desempatar uma decisão locacional das empresas. Mas não é a peça mais importante, e deve ser feito de forma muito seletiva, com um foco muito especial nas vocações da cidade.

Nessa área de tecnologia da informação, destaque-se, Vitória já era pioneira desde 1997. Fomos a primeira cidade do Brasil a ter um site com serviços on-line. O Vitória On-line já entrou no ar com 30 serviços. Mais uma cereja para o bolo. Veja que em 1997 a internet dava seus passos iniciais no Brasil e, especialmente, no Espírito Santo.

Ligar a qualidade de vida que uma cidade propicia, a elementos de atratividade fiscal para empresas e econômico-financeiras para bons profissionais, ambos inseridos nas vocações locais, é uma oportunidade que podemos sempre aproveitar. Com certeza, a tecnologia da informação e comunicação, de modo geral, e a economia do conhecimento, de modo específico, são áreas que merecem atenção.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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