Reencontro e recomeço

Entrei no PCB na campanha eleitoral do MDB em 1974 no Rio de Janeiro para participar da luta contra o regime militar. Foi minha escola de militância política, de patriotismo e de democracia. Vinte anos depois, em Vitória, me filiei ao PSDB para participar da eleição de 1994 como candidato a deputado federal, entusiasmado com o Plano Real e pela social democracia de FHC, Serra e Covas. Nesses anos participei ativamente da política brasileira e capixaba sempre no PSDB, sem dúvida a melhor opção partidária para abrigar minhas convicções e vocação para a militância política.

Decidi participar das próximas eleições como candidato a deputado federal e me filiar ao PPS. No momento em que comunico esta decisão gostaria de compartilhar as seguintes considerações:

1 – Acredito que a reforma do estado brasileiro pela incorporação dos valores do equilíbrio fiscal, empreendedorismo, inovação e criatividade, sustentabilidade ambiental,  combate ao corporativismo e aos privilégios, o compromisso com a qualidade na gestão e na governança pública é a única forma de enfrentarmos o déficit de qualidade de vida, justiça e paz existente em nosso país. Construir e aperfeiçoar as instituições democráticas reforçando o protagonismo do poder local para reconquistar a confiança e a crença num futuro melhor é o único caminho. Continuo pensando desta maneira.

2 – O alinhamento automático do PSDB capixaba ao projeto de poder que hoje governa o Espírito Santo que foi vitorioso na convenção estadual de novembro, consolidou um divisor de águas equivocado na política regional. A construção de um amplo palanque democrático e reformista que deveria ser o principal compromisso do partido ficou comprometida.

3 – Parcelas crescentes da sociedade exigem novas práticas na política e reformas estruturais. A dissimulação, o clientelismo e a cooptação não devem frequentar as estratégias políticas das forças reformadoras que almejam conquistar a parcela da opinião pública atenta a esta necessidade. Pragmatismo em excesso se transforma em querer ganhar a qualquer custo, “fazer o diabo” para vencer eleições. Como já se viu antes, com consequências nefastas.

4 – Em nível nacional o PPS vem crescentemente ocupando lugar de destaque no debate público de alternativas para a crise brasileira, atraindo a contribuição e o ativismo de políticos e intelectuais democratas e reformistas fortalecendo-se como instrumento na luta contra a desesperança e os populismos anti democráticos que assombram o Brasil.

5 – No plano regional o PPS vai participar da construção de um projeto político alternativo ao atual governo que enfrente os desafios da reforma do estado no plano local, que busque o desenvolvimento sustentável e implante políticas públicas inovadoras e resolutivas, suportadas por uma governança transparente e integrada com a sociedade.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

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