Reabertura das Embaixadas: o início do fim do castrismo em Cuba

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Mais um passo para o fim do castrismo em Cuba

Estão oficialmente reabertas, desde a manhã de hoje, as embaixadas americanas e cubanas. Fechadas em 1961, foram reabertas como seções de interesses no final da década de 1970.

Desde quando foram fechadas o mundo mudou bastante. O Muro de Berlim caiu. Os satélites soviéticos na Europa Oriental se foram. A própria União Soviética acabou. A China desde 1978 faz progressivas reformas no seu sistema econômico, não podendo ser chamada de comunista, neste aspecto. O comunismo, enquanto sistema político e socioeconômico alternativo ao capitalismo, acabou.

O comunismo, enquanto tal, resiste como um “museu vivo de decepções” em poucos países. Além da China, o Vietnã e o Laos, que também têm introduzido reformas econômicas, e a Coreia do Norte e Cuba. Logo não restará mais nada. Cuba deve ser um dos primeiros a abandonar essa fracassada experiência do século XX.

O bloqueio econômico à Cuba tem sido um erro estratégico dos Estados Unidos da América. Na verdade, acaba servindo como justificativa da nomenklatura cubana para todas as dificuldades pelas quais a ilha passa. Dificuldades que, basta olhar a história da experiência comunista, se devem muito mais ao regime do que à quaisquer outras coisas.

Mesmo as conquistas históricas do regime castrista, saúde e educação, depois do fim dos bilionários subsídios soviéticos a partir do início da década de 1990 entraram em crise.

Falta de tudo no país. De comida à generos de limpeza e higiene. A corrupção campeia. A opressão é permanente.

Reabertura das Embaixadas

Com sorte, a política americana de abertura em relação à Cuba irá continuar e a implosão do regime castrista se dará logo, com a sua incompetência econômica, social e política ficando evidente, e de forma pacífica. Talvez o regime resista enquanto os Castro estiverem vivos, não mais do que isso. Cuba com suas belezas e seu povo, com certeza, merece destino melhor. Mais um passo foi dado hoje nessa direção.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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