Prosperidade

Confiança, cidadania e prosperidade são os três eixos do documento lançado pelo PSDB para balizar o debate político e programático nas eleições de 2014. Com este artigo, completo a trilogia publicada neste espaço sobre o posicionamento socialdemocrata no processo em que o Brasil vai decidir o caminho que deseja trilhar.

A prosperidade e o bem estar material da população nas diferentes regiões do país é hoje uma perspectiva vista com muito ceticismo. O crescimento econômico está travado por deficiências estruturais que encarecem a produção nacional e inibem o investimento.

Na raiz dessas deficiências estruturais está uma compreensão equivocada e preconceituosa sobre a economia e o papel do estado que orientou o governo do PT desde sua ascensão ao poder em 2002. No início do primeiro governo Lula, com Palocci e Meireles, o governo do PT parecia ter se livrado do seu confuso ideário socialista para assumir a execução de uma política econômica consistente, que permitiu que a estabilidade macroeconômica fosse preservada e que o crescimento acontecesse, impulsionado pelos bons ventos internacionais e as importações da China.

Quando chegou a vez de promover o investimento, o governo do PT mostrou que não tinha abandonado de fato suas convicções. No segundo mandato Lula, o Programa de Aceleração do Investimento(PAC) apontou para um padrão de investimento sem setor privado e fortemente centralizado na União. A estratégia de enfrentar a crise de 2008 com subsídios pesados ao consumo e ao investimento via BNDES completa o script da “nova matriz econômica” que passaria a orientar daí em diante a política do governo.

O desmonte do modelo de sucesso do setor petróleo, depois da descoberta do pré-sal, reduziu pela metade o dinamismo extraordinário do setor, além de quebrar o grupo OGX e arrebentar a saúde financeira e corporativa da Petrobras. No setor elétrico, o desastre da demagogia dos subsídios bancados pelo tesouro nacional e a desarticulação do modelo empresarial existente instalaram incertezas brutais e geraram perdas e prejuízos . Na metade do mandato, a presidente Dilma lança um programa de concessões envergonhadas, tardio e mal feito para estradas, portos e aeroportos, e busca recuperar o tempo perdido para a infraestrutura fingindo que não tem nada a ver com a campanha antiprivatização que embalou as vitórias eleitorais do PT.

A inflação, o déficit de confiança, o enfraquecimento da federação, a desesperança dos empreendedores, o ambiente viciado da disputa por benesses do estado em lugar de um saudável ímpeto reformista, são o legado da era PT na economia e no ambiente de negócios. Enfrentá-lo para recolocar com força a perspectiva de prosperidade no centro do projeto de vida das pessoas, das empresas, das cidades e regiões do Brasil é o desafio principal de um futuro novo governo.

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