Perdida no governo

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Plano de voo

Talvez, tal qual na série Perdidos no Espaço, onde os membros da nave a um planeta do sistema Alpha Centauri, a senhora Dilma Rousseff, pensasse que chegaria ao Mundo Encantado da Abundância, mas não sabia (por desinformação e incompetência) que o seu plano de voo, como o da família Robinson no seriado, estava totalmente prejudicado. Que, diferente do previsto, nos trouxe ao Mundo dos Horrores Econômicos e Políticos. Diferente do seriado, no entanto, não foi um espião que prejudicou a nossa viagem, foi o próprio governo com seus malabarismos fiscais, irresponsabilidade econômica, demagogia e corrupção política.

As evidências da incompetência são tão avassaladoras que fica mesmo difícil não adjetivar a situação. Dólar indo para a estratosfera, inflação que não cede, ajuste fiscal virou piada de salão (semana que vem voltaremos ao tema), Orçamento 2016 apresentado ao Congresso Nacional já prevendo déficit, desemprego em alta contínua, atividade econômica em estado de prostração e caindo, a produção industrial em queda de quase 9% comparada ao ano passado, vendas decepcionantes na maioria dos setores e por aí vai.

Perdida no governo

E Dilma? Continua perdida no governo. Não sabe de onde veio, não tem a menor ideia de para onde iremos. Não tem mais controle algum da situação. Propõe a CPMF (um bode na sala, como disse César Maia?), retira a CPMF, depois diz que não gosta da CPMF, mas não afasta nenhuma fonte de receita. Como se diz muito nos dias de hoje: Afffff!!!!!

Dilma é um cadáver político. Seu governo já acabou. Sua permanência na presidência apenas uma formalidade, não serve para nada além de infelicitar a nação e nos expor ao ridículo de ter uma pessoa incompetente nos dirigindo os destinos, na verdade, só fingindo que governa nos dias de hoje. Dilma é um fake, um terrível fake.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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