Os reflexos do ‘embromation’ econômico

A situação está ruim, e pode piorar

A safra de notícias ruins não para de crescer. É isso o que temos tido desde o final do ano passado. Passado o processo eleitoral veio o anúncio oficial da morte da tal Nova Matriz Econômica e, o que é pior, começaram a aparecer os resultados das irresponsáveis ações que a dupla de ‘embromation economics’ Guido Mantega e Arno Augustin, com o aval da senhora Dilma Rousseff, produziram.

Agora, pouco a pouco, vamos recolhendo os destroços que esses senhores plantaram. Vamos apenas a alguns desses últimos dados divulgados na semana passada e nesse início de semana:

PIB tem queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2015 em relação ao trimestre anterior. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado a queda é de 1,6%, conforme matérias do G1.

Consumo das famílias teve a primeira queda desde 2003, foi de 1,5%.

PIB do setor de serviços, que representa 60% de nossa economia e vinha sendo o esteio do pífio crescimento da economia do governo Dilma, teve queda de 0,7% no primeiro trimestre de 2015.

Investimentos tiveram queda de 1,3% no primeiro trimestre de 2015. No ano a estimativa é que tenham redução de 20% em relação à 2014.

E as previsões são sombrias. O FMI, segundo o G1, numa estimativa mais conservadora que a do próprio governo brasileiro, divulgou prognóstico de queda do PIB de 1% para 2015. De 200 países analisados pelo Fundo só teremos nove com resultado pior que o nosso. São eles: Guiné Equatorial (-15,4%), Serra Leoa (-12,8%), Venezuela (-7%), Ucrânia (-5,5%), Vanuatu (-4%), Rússia (-3,8%), Belarus (-2,3), Iêmen (-2,2%) e Libéria (-1,4%). Talvez, a se confirmarem previsões mais pessimistas que as do FMI consiguiremos ficar pior que a Libéria.

O desemprego continua em alta e, conforme divulgado pelo IBGE, destacado pelo UOL, chegou a 8%, com cerca de 8 milhões de desempregados, um número de 1,3 milhão de pessoas a mais desempregadas do que no trimestre terminado em janeiro desse ano.

Se adicionarmos a informação de que as contas públicas do primeiro quadrimestre do ano tiveram o seu pior resultado desde 2009 e que, na verdade, o ajuste fiscal do governo federal está sendo feito fundamentalmente com corte de investimentos e não redução de custeio, a preocupação é ainda maior.

Não por acaso, o Índice de Confiança da Indústria da FGV depois de atingir 106,4 pontos em janeiro de 2013 continua a sua descida ladeira abaixo e está com 71,6 pontos em maio desse ano. Pior que os 74,1 no mês de janeiro de 2009, quando estávamos no furação da crise internacional. E o Índice de Confiança da Construção da FGV está – também em maio – em 72,9 pontos, o pior resultado desde que o indicador foi criado em 2010.

Tudo somado e subtraído podemos esperar que os anos de 2015 e 2016 serão de amplas dificuldades para a economia brasileira com as suas consequências para a ação dos poderes públicos estaduais e municipais e, principalmente, para a vida dos cidadãos brasileiros. Só estamos começando a ver e sentir os efeitos do desastre econômico produzido pelo trio calafrio Dilma, Mantega, Augustin.

Hora de trabalhar, poupar e se qualificar.

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