Os objetivos globais de desenvolvimento sustentável e os municípios

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

As metas

No último dia 25 de setembro os líderes de todos os países do mundo se comprometeram com as 17 metas globais para alcançar três objetivos fundamentais até o ano de 2030 (veja aqui).

O programa, patrocinado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ganhou o nome de ‘Objetivos globais de desenvolvimento sustentável’ (ODS) e é, na verdade, uma continuação dos chamados “Objetivos de Desenvolvimento do Milênio” (ODM).

Os três objetivos fundamentais são: Erradicar a pobreza extrema; combater a desigualdade e a injustiça e conter as mudanças climáticas.

Já as 17 metas globais, que têm uma série de detalhamentos, são: erradicação da pobreza; erradicação da fome; saúde de qualidade; educação de qualidade; igualdade de gênero; água limpa e saneamento; energias renováveis; empregos dignos e crescimento econômico; inovação e infraestrutura; redução das desigualdades; cidades e comunidades sustentáveis; consumo responsável; combate às mudanças climáticas; vida debaixo da água; vida sobre a terra; paz e justiça, e, finalmente, parceria pelas metas.

É, na prática, um plano de governo para todo o mundo. Das entidades nacionais aos governos municipais, mas, se são metas que realmente queremos atingir, o esforço de mobilização para a sua consecução tem que ser, principalmente, local. Até porque, muitas localidades do planeta já têm um ou vários desses objetivos alcançados.

Eventualmente, um país já tem, na média, vários desses objetivos realizados. Mas é aquela história, “na média a temperatura do paciente é de 36,5º Celsius, na cabeça a temperatura está em – 10ºC e nos pés está em 83ºC, na média tem 36,5ºC, na verdade, o paciente já morreu”.

Assim, se a ONU quer realmente conseguir atingir essas belas, meritórias e fundamentais 17 metas tem que fazer um grande esforço de mobilização das prefeituras, das organizações da sociedade civil, das empresas para que haja um compromisso local. È aí que as metas terão sua consecução prática, se tornarão realidade.

Para isso ocorrer, vale destacar, é importante haver um planejamento, com alocação de recursos e a definição das metas locais ao longo desses 15 anos que teremos para atingir os ODS.

Pelo que vemos ocorrer, por exemplo, em cidades como Vitória, às voltas com uma grave crise fiscal, onde o prefeito, apesar de todos os sinais e evidências de que a crise se encaminhava, não conseguiu, até os dias de hoje (com quase três anos de governo), definir como enfrentar as dificuldades, temos um longo caminho pela frente para atingir as 17 metas globais para o desenvolvimento sustentável.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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