O Zika vírus e a cidadania

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Epidemia

É uma situação dramática e difícil. Não é hora de apelos fáceis e discursos estilo embromation. É hora de mobilização e ação. Vivemos uma epidemia do Zika vírus, acompanhada – por ter o mesmo transmissor – de grande incidência de dengue e da chikungunya.

O governo do Espírito Santo – diante de mais essa dificuldade, e foram diversas ao longo desse annus horribilis – decretou situação de emergência na saúde pública e começou a mobilização das prefeituras de todos os municípios do estado. Além disso, solicitou ao governo federal a inclusão do repelente na Relação Nacional de Medicamentos (RENAME), a cessão imediata de 50 mil unidades de repelente e o fornecimento de insumos e equipamentos para a realização de exames no Laboratório Central da Secretaria Estadual de Saúde, solicitou, ainda, o apoio do exército para ações de combate ao Aedes Aegypti.

A hora é de mobilização total. Para além das equipes que já fazem esse trabalho de combate ao vetor de transmissão nos municípios, precisamos mobilizar todos os cidadãos num esforço cotidiano de checagem de suas casas, bem como das ruas em que vivem e/ou trabalham. Terrenos baldios, veículos abandonados, garrafas plásticas, pneus, tudo isso e muito mais podem servir de criadouros para o mosquito.

O papel das organizações da sociedade é imprescindível. Igrejas, associações de moradores, sindicatos, ONGs, todos podem fazer sua parte. Mobilizando seus membros e agindo nas suas regiões.

O risco para a saúde é muito grande, para além das febres e dores para os três tipos de doença, mas a inflamação das juntas no caso da Chikungunya. O risco é de vida, e, ainda, de causar – no caso do Zika vírus – a microcefalia e a Síndrome de Guillain-Barré.

Só a compreensão de cada um de nós da importância de não permitirmos a reprodução do Aedes Aegypti permitirá que contenhamos as doenças e, de quebra, que temos efetivamente cidadãos mobilizados e responsáveis pelas suas vidas e compromisso com as dos demais.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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