Novos modelos

por Sergio Vellozo Lucas

Velhos modelos

O modelo de desenvolvimento tradicional cumpriu um papel importante no Espírito Santo, as grandes empresas, Vale, CST, Aracruz, e outras, aumentaram nossa receita e permitiram que o ES deixasse de ser o primo pobre da região sudeste, nem todo desenvolvimento desse modelo foi ruim.

Mas, nos dias de hoje, desenvolvimento não significa mais ocupar espaços vazios com uma produção industrial que explora e lentamente destrói a natureza. Embora ainda exista a mesma necessidade de geração de empregos para os jovens, que continuam a entrar no mercado de trabalho com uma velocidade maior do que os mais velhos se aposentam.

Empregos têm que ser gerados e em qualquer lugar do mundo isso significa necessidade de desenvolvimento ou desemprego.

Novos Modelos
Como ninguém deseja o desemprego, a questão, a curto prazo, se resume em definir qual a modalidade de desenvolvimento desejamos e qual é a forma possível.

A médio e longo prazo, todo o planeta vai ter que discutir planejamento familiar e paternidade responsável. Para qualquer atividade banal como dirigir um automóvel ou reformar uma casa é exigido um treinamento e uma licença. Entretanto, a mais importante e complexa das atividades humanas, a preservação da nossa espécie, é feita sem nenhum tipo de preparação ou exigência. O estado é contraditório por natureza.

A tragédia do rio Doce veio confirmar a falência do modelo desenvolvimentista tradicional. O estado não suporta mais essas mega empresas que além de consumirem recursos finitos, ainda colocam em risco a saúde e até a sobrevivência das pessoas que tem a infelicidade de viver em seu entorno.

Serviços, turismo, novas formas de produção de energia, reciclagem, já existem uma série de alternativas de desenvolvimento mais racionais à disposição, mas elas não apresentam o retorno rápido que as grandes empresas oferecem.

A transição de modelo é difícil e a decisão é política.

Sergio Vellozo Lucas | Blog do Luiz Paulo

Sérgio Vellozo Lucas

Sou médico formado pela UFF em 1986 e sou psiquiatra concursado do antigo Hospital Adauto Botelho e atual HEAC desde 1993.

Além disso sou atleta meia boca, filósofo de botequim, aspirante a escritor de bulas de remédios, pai do Joel e marido da Angelita.

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