Natanael, a FUCE e o populismo

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Frente Unida Contra o Erário – FUCE

No último dia 17 de setembro o PSDB promoveu um seminário nacional com diversos economistas – entre os quais Mansueto Almeida, Armínio Fraga e José Serra – para discutir os “Caminhos para o Brasil”. Vale apenas assistir às intervenções dos palestrantes no site

Na sua intervenção, o senador e economista, José Serra destacou que um dos problemas do país é a FUCE – Frente Unida Contra o Erário. Para ilustrar o que é o FUCE, que segundo ele atinge desde a esquerda até a direita em nosso país, ele citou um projeto de lei que está em discussão no Senado Federal que estabelece um número mínimo de salva vidas para as piscinas de acordo com a sua área, mas não só isso, vem junto toda uma regulamentação de uma série de “direitos” (melhor definir como privilégios, mas temos tantos outros que, muitos justificam assim: mas e os tais e quais que tem aquele privilégio, e os outros que tem aquele privilegio também, e por aí vai) a serem, ao fim e ao cabo, por certo, custeados pela “Viúva”, pelo erário.

Para dar um “pequeno” exemplo da ação da FUCE basta dizer que só de 2007 a 2014 o governo Lula-Dilma gastou com subsídios diversos a quantia de R$ 500 bilhões. Isso 500 biiiiiilhões. O custo desses subsídios no ano de 2016 será de R$ 28 bilhões, o mesmo que será gasto com o Bolsa Família. Dados da palestra de Mansueto Almeida no mesmo seminário.

O FUCE adora criar despesas sem se preocupar como elas serão custeadas e, como destacou Serra, nos últimos anos – esses de lulopetismo renitente e impenitente – ele ficou cada vez mais desenvolto, criando despesas e mais despesas como se o Orçamento Geral da União não tivesse fim. Com certeza uma das razões de nossa crise atual é a força de atuação do FUCE ao longo desse período de 13 anos.

Talvez a FUCE possa apresentar o Natanael (aquele do caderno, sobre quem falei no post do dia 22 de setembro) como candidato a presidente na próxima eleição. Se o Lula desistir de se candidatar, o Natanael, assessor voluntarioso e que já sabe que sempre tem que ter cadernos novos a sua disposição, para anotar todas as demandas individuais dos eleitores, poderá, com louvor, substituir Lula.

O método de ação é o mesmo: anotar demandas, criar despesas, não planejar, gastar por conta, e depois colocar a culpa em alguém.

Assim é o populismo, assim pensam que podem gerir um país. Assim quebraram o Brasil, mas não só isso, impedem o seu desenvolvimento, impedem a melhoria da qualidade de vida, impedem a sustentabilidade. Só prometem quando nas eleições e reclamam quando no governo. O culpado para eles é sempre o outro.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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