Mudar o rumo da prosa: é o que querem os defensores do governo Dilma, de Lula e do PT

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Reprovada

O governo perdeu a batalha da opinião pública. A última que ganhou, com muitas mentiras e promessas falsas, foram as eleições. Depois dela, com o comprovado estelionato eleitoral, seu apoio desapareceu nas brumas outonais e invernais do país. Hoje, conforme as pesquisas de opinião, MDA-CNT e Datafolha, tem algo entre 7,7% e 8% de classificações de bom e ótimo. Um fiasco, nunca antes na história desse país tivemos presidente tão mal avaliado. A pior presidente de nossa história, como vi escrito em algumas camisas ontem.

O governo faz cara de paisagem diante das manifestações, afirmando o seu caráter majoritariamente democrático. Como armou um acordo com Renan Calheiros (presidente do Senado e do Congresso Nacional – PMDB-AL), sobre o qual falaremos outro dia, acha que pode fazer de conta que não é com ele.

Os blogueiros petistas e aliados e alguns intelectuais da esquerda política insistem em mudar o rumo da conversa, querendo desviar a atenção do que é o essencial. Falam da ausência de negros nas manifestações, falam que são manifestações de ricos ou classe A, falam dos poucos alucinados que defendem a volta dos militares e por aí vai. Como diria Shakespeare “muito barulho por nada”.

O que querem os defensores do governo Dilma, de Lula e do PT?

Hoje, no entanto, vi duas afirmativas que matam a charada do discurso governista.

Uma está no post de Sérgio Vellozo Lucas, meu irmão, aqui neste Blog, na sua semanal coluna de segunda-feira, ao afirmar que “O governo e os seus aliados pagos têm feito tudo que podem para confundir a opinião pública sobre o significado das manifestações”.

A outra foi no facebook, da sempre alerta, afiada e objetiva Dionary Sarmento Régis, antiga militante do Partidão, que, ao comentar um post de um intelectual progressista sobre a questão da ausência de negros nas manifestações, especificamente na de Vitória, saiu-se com a ótima tirada: “tirar o foco da questão principal, é boa estratégia… cai quem não entende do traçado”.

Então, prezados, a questão é essa. Esses “progressistas”, “esquerdistas” e tantos outros “istas” continuarão com seu discurso diversionista para tirar o foco da questão.

A questão é: esse governo acabou, colocou o país numa crise de enormes proporções, a corrupção viceja como nunca, a presidente Dilma vendeu o que resta de seu mandato ao senhor Renan Calheiros e eles querem apenas mudar de assunto. Como nada têm a dizer sobre esse governo, visto que não querem criticar e não conseguem defender, ficam criando diversionismos. Tática

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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