Moqueca de Cação

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Pra cima do tubarão

Nizan Guanaes é um gênio da comunicação e da publicidade. Seu artigo de ontem (“Pra cima do tubarão”) usou a noticia do surfista que foi atacado por um tubarão e não se desesperou encarando o bicho, que assustado, fugiu. Para Nizan devemos adotar uma atitude semelhante diante da crise.

A solução para a crise está na formação de uma nova coalizão reformista para suceder o segundo governo Dilma, que acabou sem ter começado, colocando o pais nas mãos do judiciário, da Polícia Federal e do Ministério Público.

Sem governo, o Brasil vai se degradando, enquanto crescem a desesperança e o descrédito no Executivo e no Congresso que se mostram incapazes de reagir positivamente. A bola está com a oposição, mais do que nunca desafiada a se articular fortemente com a sociedade brasileira para se organizar e trabalhar um projeto capaz de merecer a confiança da população e servir de base para um próximo governo.

Aqui no Espírito Santo não estamos como espectadores da crise, estamos seguindo a dica do Nizan e trabalhando para aproveitar as oportunidades que aparecem na economia retraída e assustada.

Sem os incentivos fiscais do FUNRES e do FUNDAP que alimentaram quase cinco décadas nossa políticas de desenvolvimento, estamos reinventando o Bandes para dar solução de financiamento as iniciativas e projetos que são prioritários nesta conjuntura de crise.

A exportação, a economia verde, a eficiência energética, o turismo e a economia criativa são destaques das novas políticas operacionais do Bandes que se moderniza trazendo também as modalidades de operações de capital de risco para empresas de tecnologia através dos fundos de investimento Criatec e Aeroespacial.

Me lembra a história de um garçom de Vitória respondendo a um turista que queria saber a diferença entre cação e tubarão. Ele saiu-se com esta: “Tubarão é quando ele come a gente, e cação e quando a gente come ele”.

Vamos fazer moqueca de cação!

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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