Eduardo Cunha faz o ‘inferno astral’ de Dilma se agravar

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

O que dizem os astros

O inferno astral, segundo consultei na internet, é aquele período – a maioria dos sites falam em 30 dias – que antecede o aniversário da pessoa. O da Dilma, que faz aniversário em dezembro parece que vai durar muito mais tempo. Na verdade, ele começou logo depois das eleições de 2014 e se estende até os dias atuais, e, ao que tudo indica, se esticará até o fim do seu governo.

O inferno astral é ligado à 12ª casa do mapa astral. Segundo a astróloga Graziella Somaschini “na casa 12, a do carma, do sofrimento, das doenças e das preocupações, a pessoa terminou o seu ciclo e está para recomeçar outro. Então, tudo o que ficou pendente acaba se manifestando nela. É como se uma equação estivesse no fim”

O inferno astral de Dilma, no entanto, causa sofrimento, doenças e preocupações para os brasileiros. O que esperamos recomeçar é termos, em nosso país, algum governo, alguém que governe, que saiba o que propor, que tenha propostas e projetos.

O inferno astral de Dilma causado pela confluência de vários “planetas e astros” negativos: a mentira eleitoral, a incompetência político-administrativa e a crise socioeconômica, ganha, agora, um novo fator de preocupação para a presidente: Eduardo Cunha.

Na sexta-feira Cunha anunciou que é de oposição ao governo. Para dar alguma concretude ao seu pronunciamento logo na sequência autorizou a instalação de quatro novas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) na Casa. Duas são muito relevantes para o governo: a que irá investigar os empréstimos do BNDES e a outra para apurar irregularidades nos fundos de pensão das estatais.

Talvez, com essa nova confluência, a senhora Dilma Rousseff até tenha saudades do primeiro semestre de 2015. O inferno astral dela está apenas começando. Diferente dos brasileiros que já vivem situações bastante difíceis a um bom tempo e, ao que parece, ainda terão muito o que enfrentar.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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