Dilma, um fantasma político rudimentar

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

História recente

Em 9 de novembro de 2005, a então Ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, concedeu entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo onde, comentando a proposta de ajuste fiscal apresentada pelos então ministros da Fazenda e Planejamento, respectivamente Antônio Palocci e Paulo Bernardo, classificou a mesma de rudimentar, declarando, ainda, que “esse debate é absolutamente desqualificado, não há autorização do governo para que ele ocorra”.

O governo, naquele momento, estava acossado pelo Mensalão que havia sido denunciado pelo então deputado federal e presidente nacional do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Roberto Jefferson. Dilma, ao que parece, pelas atitudes subsequentes, seja como ministra ou presidente da República, estava preocupada com a eleição seguinte, de 2006, onde o presidente Lula poderia, como o fez, se candidatar à reeleição.

Nascia, talvez ali, as bases da falecida, e de triste memória, Nova Matriz Econômica. Em 27 de março do de 2006, depois de denúncias do caseiro Francenildo e de muita pressão das bases petistas, capitaneadas por Dilma, o ministro Palocci renunciou. Guido Mantega, o padrasto da Nova Matriz Econômica assumia o cargo. Ponto para Dilma.

Hoje, quase dez anos depois dos fatos acima sumariamente narrados, a senhora Dilma Rousseff, sem saber o que fazer com o desastre que produziu em conjunto com o senhor Mantega e o seu partido, depois de ter mentido, como nunca antes em uma campanha eleitoral neste país, implementa um ajuste fiscal no país. Esse sim rudimentar. Rudimentar, pois de remendo, sem estratégia de longo prazo, sem rumo, sem meta, sem plano, tão somente conseguir uma “folga” para continuar com “mais do mesmo” depois.

Triste país que tem que suportar, durante tão longo período de tempo, agentes políticos tão desqualificados quanto a senhora Dilma Rousseff. Seu pífio período de governo, no entanto, há muito acabou, como, mais uma vez, demonstram as manifestações, país afora, do último domingo. Infelizmente, teremos que seguir suportando o seu rudimentar fantasma político ocupando o Palácio do Planalto e infelicitando a Nação durante mais algum tempo.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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