Dilma, mais uma vez, fala sobre o que não faz e o que não cumpre

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Sofismas

Dilma, mais uma vez, fala sobre o que não faz e o que não cumpre

Ontem, em São Luís (MA), durante cerimônia de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida, a senhora presidente da República produziu mais um de seus discursos enviesados, buscando dar “lições de moral”, quando não pode, e estabelecendo padrões, que não cumpre. Confira aqui.

A propósito de criticar o “vale tudo” na política, o que sempre foi praticado por seu partido, desde o surgimento, a senhora Dilma Rousseff, querendo parecer magnânima e como se todos os governantes do país estivessem com tantos problemas políticos e econômicos e fossem membros de um partido, digamos, tão problemático quanto o dela, fez um apelo contra o “vale tudo” para criticar “qualquer governo, seja federal, estadual ou municipal”.

E o “vale tudo” das mentiras e ataques da campanha eleitoral de 2014, conduzidos por ela, seu marqueteiro João Santana e seu mentor e líder, Lula da Silva?

Como, no entanto, não consegue apresentar, tão somente, o seu lado “bonzinho”, Dilma quis estabelecer uma ligação entre aqueles que criticam o seu governo, com os que torcem pelo “quanto pior, melhor”.

Se estivesse analisando a história do Partido dos Trabalhadores (PT), poderia a senhora presidente afirmar isso. A história do PT é a do “vale tudo” na política. Dizer para depois desdizer. Acusar para depois praticar (e se juntar aos que acusava, como, por exemplo, Fernando Collor e José Sarney), ir contra tudo para depois tudo defender, ou ao menos afirmar que defende.

Não, senhora presidente. A senhora não tem autoridade política e moral para querer, com um cínico jogo de palavras, transformar em bodes expiatórios dos problemas que o país enfrenta, aqueles que tanto abominam autoritário o seu modo de fazer política, o estilo de apropriação indébita petista de governar e a irresponsabilidade com o futuro do país da agora falecida e enterrada “Nova Matriz Econômica”.

A oposição continuará, como faz há anos, criticando esse modelo no seu conjunto. Foi ele, afinal, que nos conduziu ao atual estado de coisas que vive o país.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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