‘Coxinhas 7 x 1 kibes’

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

As manifestações

Domingo passado tivemos as amplas manifestações contra Lula, o governo Dilma e a crise a que levaram o país. Ocorreram manifestações em ao menos 205 cidades com números que variaram de 879 mil participantes até 2 milhões segundo os organizadores. Veja o mapa das manifestações.

Ontem tivemos as manifestações dos defensores do governo Dilma e de Lula. Ocorreram em ao menos 39 cidades e tiveram a participação de algo entre 73 mil segundo a Polícia e 190 mil de acordo com os organizadores.

Por certo que, numa sociedade democrática, todos temos, com os devidos cuidados e limites, o direito à ampla manifestação de suas opiniões e preferências. São, portanto, ao meu juízo, perfeitamente legítimas ambas as manifestações.

Dito isso, nós, os brasileiros que são contra o lulopetismo e o desastre político, econômico e ético que ele produziu, ganhamos de goleada. Ficou, mais uma vez evidente, que aquilo que outras manifestações, ocorridas em março e abril desse ano, e pesquisas do Datafolha, Ibope e CNT-MDA, apontam, a ampla rejeição do governo Dilma e de seu patrono político e mentor do desastre, Lula da Silva, continua presente na sociedade.

Por certo, os lulopetistas e demais apoiadores do governo continuarão com suas táticas de mudar de assunto e tentar trazer para a ribalta pequenas questões ou simples delírios para tentar desfazer ou reduzir a força dos protestos dos brasileiros contra tudo o que estamos sofrendo, contra o estelionato eleitoral, contra o ataque larápio ao patrimônio dos cidadãos brasileiros, contra a crise econômica, contra a inflação e o desemprego (só em julho foram mais 157 mil desempregados, o pior número desde 1992; no ano já são quase 500 mil desempregados), contra a perda de competitividade das indústrias brasileiras, contra esse governo que já acabou e só ele finge que não sabe disso.

O placar está claro. Os “coxinhas” estão ganhando dos “kibes” de goleada.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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