Combate à pobreza e educação infantil

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

A educação

Na educação os municípios, como se sabe, são responsáveis pelo ensino infantil e fundamental. Um ciclo que vai dos seis meses aos quatorze anos de idade. É uma responsabilidade central para o desenvolvimento das pessoas e do país.

No ensino infantil temos os Centros Municipais de Educação Infantil, os CMEIs; já no ensino fundamental temos as Escolas Municipais de Ensino Fundamental, as EMEFs.

Considero os CMEIs, que atendem as crianças de 6 meses aos 5 anos, o projeto social de maior impacto no enfrentamento da pobreza. Ele é o serviço social, fornecido gratuitamente, essencial para a superação no tema.

É até a idade de 5 anos, conforme destacam muitos psicólogos, que se forma aquilo que poderíamos denominar do alicerce da vida das pessoas. É nesse período, curto e intenso, que as crianças aprendem a falar, andar, desenvolver hábitos, a conhecer e se relacionar com seus semelhantes. As ideias interacionistas de Jean Piaget (1896 – 1980), que destacam os fatores variantes e invariantes para o desenvolvimento humano, enfatizam a importância da interação e do meio ambiente em que essa interação ocorre. O papel da escola é, portanto, essencial. Especialmente nesse momento central da formação humana que são os anos iniciais.

As possibilidades de brincar, de se alimentar de maneira adequada, de travar conhecimento com profissionais capacitados, de ter acesso aos computadores, de ouvir e contar histórias é fundamental para o desenvolvimento das crianças, presente e futuro.

Por óbvio, isso não substitui a família, que deve estar presente e ser também apoiada pelo poder público quando necessário, mas é fundamental.

Construir e manter uma rede pública municipal de educação infantil de qualidade é um passo central no enfrentamento da pobreza e na criação de perspectivas para que essas crianças não se mantenham na pobreza, tenham uma vida digna e com perspectivas no presente e no futuro.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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