Capitalismo: modo de usar

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

Um livro para todos

No início do mês de agosto recebi e-mail do amigo Fábio Giambiagi falando desse livro que, dizia ele, seria lançado em cerca de 15 dias, e foi.

No e-mail o Fábio destacava que sua intenção – agora explícita – era a de que o livro chegasse não “aos ‘mesmos suspeitos de sempre’, não apenas ao mercado e aos amigos, mas desta vez ao médico, ao advogado, ao comerciante e, last but not least [por último mas não menos importante], ao político”.

Destacava ele ainda que “é que há um desafio de mudança de mentalidade a ser vencido. […]. Se a gente não mudar a forma em que uma parte importante da sociedade encara o funcionamento da economia, o Brasil no qual viverão os nossos filhos será um país triste, cinza e pesado”.

Capitalismo: modo de usar

Além de sua competência e capacidade para explicar “tim tim por tim tim” as dificuldades pelas quais passamos e as reformas que precisamos implementar para podermos fugir desse futuro “triste, cinza e pesado”, Giambiagi teve as excelentes presenças de Fernando Gabeira, que escreveu o prefácio, e Marcelo Madureira, que fez a “orelha” do livro.

Fábio “passeia” por uma série de questões centrais para o nosso desenvolvimento, as quais temos que promover ou das quais temos que fugir. Fala da cultura paternalista de nossa sociedade, e do patrimonialismo que a acompanha; fala de educação, sempre uma chave para o desenvolvimento das pessoas e da sociedade; fala da imprensa e do sistema político, com seus atavismos reincidentes de apropriação indébita das coisas públicas. Destaca, ainda, a força com que certos grupos, corporações, conseguem “vender” coisas boas mas que, na prática, prejudicam a sociedade.

O elemento central do livro é a competição. Competição que, conforme destacou Sérgio Vellozo Lucas em seu post da última segunda-feira, faz parte de nossa experiência de vida desde crianças e que, a priori, não tem nada de ruim. Precisa, como destaca o autor, regulação e coordenação e coordenação por parte dos governos, mas deixando que os agentes econômicos tenham margem de manobra, tenha capacidade de assumir riscos, de inovar, de ganhar com seu esforço, e de perder com seus erros.

O livro tem, ainda, uma outra qualidade fundamental. Reconhece que para saírmos do atoleiro em que nos encontramos precisamos da política. Precisamos dela para, com um entendimento de nossas dificuldades, possa apontar os caminhos para o futuro, agindo com energia para a sua construção.

Obrigado, Fábio Giambiagi. Só posso esperar que esse seu novo livro consiga atingir o seu objetivo de alcançar mentes e corações dos brasileiros para que possamos fazer a travessia para o futuro e não ficarmos agarrados nessa pasmaceira a que nos conduziram, Lula, Dilma e o PT.

Eu recomendo muito a leitura.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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