A Presidente Dilma contra o império dos fatos e das evidências

É muito difícil o debate politico com o governo federal, seus representantes, especialmente a Presidente Dilma e seus defensores. Há quem diga que é apenas inútil na medida em que fatos comprovados e evidências não servem como argumento.

Quem se deu – ou ainda se dá – ao trabalho de ler o programa de governo da candidata Dilma Rousseff para as eleições de 2014 toma um choque. Podemos, para efeito de discussão, pensar que ou tal trabalho foi feito por pessoas que desconheciam por completo a situação que o país já vivia, o que seria muito preocupante para um grupo político a tanto tempo no poder, ou por pessoas que não queriam que os cidadãos desse país tivessem ideia do que estava acontecendo, o que é uma hipótese ainda mais assustadora.

Já na página cinco fala-se em um “novo ciclo de mudanças […] assentado nos dois pilares do nosso modelo – a solidez econômica e a amplitude das políticas sociais – e na estruturação de um novo pilar: a competitividade produtiva”. Palavras, palavras e mais palavras. Não é isso que vemos desde que se passaram as eleições.

Como falar em solidez econômica com tantos indicadores que demonstram o fracasso da tal “nova matriz econômica” dos senhores Guido Mantega e Arno Augustin? Estamos vendo – sentindo – o aumento exacerbado dos preços, para além do tarifaço da energia elétrica, que subiu 59,93% nos últimos doze meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (veja matéria do site G1), a inflação em doze meses está em 8,13% e apenas nos primeiros quatro meses desse ano já soma 4,56%.

Como insistir na amplitude das políticas sociais – tão alardeadas pela candidata na sua campanha – com, por exemplo, cortes como as verbas do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES), que irão reduzir em 20% o número de estudantes beneficiados, segundo estimativa da Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) (veja matéria da Exame); com redução do teto de financiamento para imóveis usados e aumento das taxas de juros praticadas nesses empréstimos (veja matéria no jornal O Estado de S. Paulo)?

Por fim, como afirmar um novo pilar de competitividade produtiva quando o desemprego só faz crescer, subindo de uma taxa de 6,8% no último trimestre de 2014 para 7,4% no primeiro trimestre de 2015 e com previsão de crescimento para os próximos três anos, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT) (veja matéria no jornal O Estado de S. Paulo); a produtividade do trabalho é a menor entre os países latino-americanos* e nossos indicadores educacionais estão muito ruins, como demonstram, por exemplo, o relatório da empresa Pearson em parceria a Economist Intelligence Unit (veja matéria no site G1) e os resultados do exame Pisa (ver, por exemplo, a matéria do UOL).

Como atribuir tudo isso à crise de 2008 como agora gosta de afirmar o governo? Como ainda defender o delírio soviético que embalou a política do governo para o setor de petróleo depois da descoberta do pré-sal, como disse o líder do governo na Câmara Federal na Folha de São Paulo na sexta-feira passada, mesmo com todas as evidencias de tratar-se de um fracasso comprovado, auditado e publicado para muito alem da simples, ainda que bilionária, corrupção?

O preço de negar evidencias mesmo quando apanhado em flagrante delito é a condenação da História.

Como se sabe, trata-se de uma sábia senhora muito teimosa e infinitamente paciente.

* Dados de 2013 da Conference Board mostram que a produção por hora trabalhada no Brasil é de US$ 10,80, enquanto no Chile é de US$ 20,80, no México é de US$ 16,80 e na Argentina é de US$ 13,90.

This Post Has One Comment

  1. Maximo Braga Freitas

    No.meu entendimento a.presidente Dilma não estamedindo esforços para contes a inflação. no.Brasil. Só. esta errando por tentar equilibrar a economia brasileira retirando benefícios ja adquiridos pela classe trabalhadora e po deixar.a.cesta basica almentar demais bem.como.carne.bovina.e outros produtos.da.mesa.dos.brasileiros. se caso estivesse no.lugar.dela tomaria.posse de.todos.os.bens.dos.que roubaram.a.petrobras criaria um imposto sobre movimentação bancaria.acima.de 10.000,00 mensais pagaria imposto de 1 % dos valores acime de dez mil mensal ao governo, visando que quem movimenta esta importância p/ mês no banco são classes sociais ricas e segundo estudos os ricos pagam ao governo menos impostos que os pobres porque o seu poder de compra e bem elevado. Enquanto o pobre paga 10 12 reais em 5 k de arroz por exemplo o rico paga 7 ou 8 teais porque compram em fardos fechados ou grandes atacados. O governo visando esta desigualdade cobraria uma taxa sobre movimentação bancaria de no mínimo 1 % a 2% sobrr valores movimentados mensal acima d e dez mil reais. Isto ajudaria equilibrar as contas publicas federais e sem mecher noa direitos adquiridos pelos trabalhadores. Usaria esta cobrança deste imposto em combate a fome pobresa e a desigualdafe social do brasil .parte seria investido exclusivo na area da educação e saude pública. JEITO TEM BASTA QUERER PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF.

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