A Cúpula dos Desajustados: a reunião de hoje do Mercosul

por Luiz Paulo Vellozo Lucas

O Mercosul.

Já está acontecendo nos últimos dias a Cúpula do Mercosul. São várias atividades que já ocorreram, como, por exemplo, o V Fórum Empresarial do Mercosul, e outras tantas ainda por se realizar.

A “cereja estragada” desse “bolo insosso” em que o lulo-petismo, o kirchenerismo e o bolivarianismo transformaram o Mercosul foi a reunião dos chefes de Estado do Bloco. Estiveram juntos Dilma Rousseff, Cristina Kirchner (Argentina), Nicolás Maduro (Venezuela), e, para tristeza de ambos, imagino eu, Horácio Cartes (Paraguai) e Tabaré Vazquez (Uruguai), estes os únicos do grupo com situação socioeconômica estável.

A situação da Argentina é pré-falimentar. Inflação alta, em alta e maquiada pelo instituto público de estatísticas do país, violência crescente, instabilidade política, perseguição à veículos de comunicação, desorganização do setor de comércio externo, falta de produtos, reservas internacionais extremamente baixas e, muita, muita mesmo, demagogia política.

A situação da Venezuela já é falimentar. Inflação atingindo 100% ao ano, escassez generalizada de produtos, violência política, insegurança jurídica, crise no setor de petróleo e muito mais. Já existe no país, para vermos a que ponto o tal socialismo do século XXI chegou, os “bachaqueros”, são os “profissionais das filas”. Ficam nas filas para adquirir algum produto nos preços tabelados e depois revender ao preço de mercado.

Sobre o Brasil, que por óbvio não chegou ao ponto desses dois, já comentamos bastante aqui no Blog e, por hoje, não é preciso enfatizar as dificuldades que temos e ainda iremos enfrentar.

Paraguai e Uruguai, talvez para alguns quem diria, são os patinhos bonitos dessa história. Não se meteram a querer reinventar a roda econômica com políticas que sabidamente dão errado e estão numa situação de estabilidade bastante positiva, com crescimento econômico e inflação sobre controle. Tudo diferente dos três grandes do Mercosul.

Por tudo isso só o que poderia se esperar dessa reunião de desajustados econômicos são as declarações pomposas e as fotos sorridentes. No mais é esperar passar a tormenta. No caso argentino as eleições presidenciais serão esse ano, nos casos brasileiro e venezuelano teremos que esperar um pouco mais para nos livrarmos dessas desastrosas políticas econômicas que só conduziram à crise.

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Luiz Paulo Vellozo Lucas

Capixaba, 58 anos, pai do André, Laura e Rafael – e avô do Dante.
Engenheiro de produção formado pela UFRJ, pós-graduado em desenvolvimento econômico (BNDES) e economia industrial (UFRJ).
Funcionário do BNDES desde 1980, professor da PUC-RJ e da FDV e atualmente sou presidente do Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes).

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